Ramos do Cooperativismo
Agropecuário
As Cooperativas agropecuárias, que reúnem milhares de agricultores em todo o país, acompanham a evolução deste promissor setor que alavanca a economia. Com contingente superior a um milhão de agropecuaristas, as cooperativas agrícolas brasileiras são responsáveis por boa parte da produção nacional de trigo, leite, carne, mel, hortifrutigranjeiros, milho, soja e derivados.
Para garantir o desenvolvimento e aumentar a produção, as cooperativas agrícolas investem em centros de pesquisa e experimentação.
Consumo
As Cooperativas de Consumo estão relacionadas à compra em comum de artigos de consumo para seus associados. Ao longo da década de 90, o número de cooperativas deste segmento registradas no Sistema OCB, ficou estável, o que demonstra o grande esforço realizado para manter os espaços conquistados no mercado e competir com as grandes redes e de super e hipermercados.
Visando a integração com outros ramos, o cooperativismo de consumo tem feito a sua parte, convocando assembléias, realizando estudos e promovendo encontros no intuito de ocupar o seu espaço no novo milênio.
Crédito
As cooperativas de crédito estão fortalecidas dentro do sistema financeiro. Os bancos cooperativos passaram por um processo de consolidação, quando desde a criação e regulamentação do Brasicredi, em 1996, e a autorização para o funcionamento do Bancoob pelo Banco Central, em 1997. Assim, ficou estabelecido, efetivamente, um sistema de crédito exclusivo do cooperativismo, fazendo com que este segmento desse um grande salto para o desenvolvimento.
A primeira cooperativa de crédito do Brasil ainda em funcionamento surgiu em 1902. A partir daí, este segmento se desenvolveu muito passando por vários obstáculos e, chegou à década de 90, com uma forte credibilidade, mantendo-se estável e conquistando seu espaço dentro do mercado financeiro.
A procura dos serviços prestados pelas cooperativas de crédito vem aumentando significativamente, principalmente pelo fato de oferecerem taxas de juros e custos de serviços sensivelmente mais baixos, enquanto os bancos comerciais têm pautado sua ação pela seletividade e exclusão da clientela de menor poder aquisitivo.
O Cooperativismo de crédito tem como princípio básico a concessão de empréstimos individuais baseados em poupança coletiva, na promoção, na educação econômica e financeira dos seus cooperados e no estabelecimento da poupança sistemática, chegando atualmente a prestação de serviços bancários completos.
Além disso, os recursos captados pelas cooperativas de crédito são aplicados no seu local de origem, aumentando a produção.
Educacional
Este ramo cooperativista reflete bem a realidade do ensino brasileiro, pois como as instituições tradicionais não atendem às necessidades básicas da população, ou seja, qualidade educacional com um preço justo. As cooperativas educacionais, por serem instituições não lucrativas, passaram a constituir uma alternativa para a solução do problema do ensino no país.
Além de cobrar mensalidades mais baixas, as cooperativas permitem que os pais participem de forma mais efetiva da vida escolar de seus filhos. Tendo um contato direto com os professores, os pais ainda têm a oportunidade de participar de um conselho pedagógico ligado à diretoria da cooperativa e ao lado docente.
Dada a força que o cooperativismo educacional tem na sociedade e principalmente dentro das comunidades, o reconhecimento deste movimento se expressa por meio de várias iniciativas de sucesso espalhadas pelo Brasil.
Especial
Lei nº 9.867, de 10 de Novembro de 1999, criou a possibilidade de se constituírem cooperativas "sociais" para a organização e gestão de serviços sociosanitáriose educativos mediante atividades agrícolas, industriais, comerciais e de serviços, contemplando as seguintes pessoas: deficientes físicos, sensoriais, psíquicos e mentais, dependentes de acompanhamento psiquiátrico permanente, dependentes químicos, pessoas egressas de prisões, os condenados a penas alternativas à detenção e os adolescentes em idade adequada ao trabalho e situação familiar difícil do ponto de vista econômico, social ou afetivo. Essas cooperativas organizam o seu trabalho, especialmente no que diz respeito às dificuldades gerais e individuais das pessoas em desvantagem, e desenvolvem e executam programas especiais de treinamento, com o objetivo de aumentar-lhes a produtividade e a independência econômica e social. A condição de pessoa em desvantagem pode ser atestada por documentação proveninete de órgão da administração pública, ressalvando-se o direito à privacidade. O Estatuto da Cooperativa Social poderá prever uma ou mais categorias de sócios voluntários, que lhe prestem serviços gratuitamente, e não estejam incluídos na definição de pessoas em desvantagem. Nesse ramo também estão as Cooperativas constituídas por pessoas de menor idade ou por pessoas incapazes de assumir plenamente suas responsabilidades como cidadão.
Turismo e Lazer
Criado pela AGO da OCB, no dia 28 de Abril/2000, é composto por cooperativas que atuam no setor de turismo e lazer. Este ramo está surgindo com boas perspectivas de crescimento, pois todos os estados brasileiros têm potencial fantástico para o turismo cooperativo, que visa organizar as comunidades para disponibilizarem seu potencial turístico, hospendando os turistas e prestando-lhes toda ordem de serviços, e simultaneamente organizar os turistas para usufruírem desse novo paradigma de turismo, mais barato, mais educativo e mais prazeroso. É um ramo ainda em fase de organização. O ramo do turismo e lazer dispõe de projetos conceitual e operacional, a ser implantado em três fases: no Brasil, na América latina, e nos demais países, com o respaldo da OCB, da OCA e da ACI. As cooperativas de turismo e lazer podem contribuir significativamente para a geração de oportunidades de trabalho, distribuição da renda, preservação do meio ambiente e para o resgate da cidadania em plenitude, desenvolvendo a consciência ativa da cidadania planetária.
Habitacional
Para milhões de brasileiros o sonho da casa própria ainda está muito longe de ser realizado. A aquisição de um imóvel residencial ainda é muito difícil para a maioria da população. A maior dificuldade encontrada, principalmente para as classes de média e baixa rendas, são juros muito altos, dificultando o financiamento do imóvel pelas linhas de crédito existentes.
Com o objetivo de solucionar problema o problema, as cooperativas habitacionais vêm procurando utilizar o autofinanciamento para proporcionar o tão almejado sonho da casa própria a milhares de famílias em todo o País.
Infra-estrutura
As cooperativas que prestam serviços de eletrificação, saneamento e telecomunicações, tentam atender da melhor maneira possível uma grande parcela da população que vive isolada e excluída dos serviços de infra-estrutura. As cooperativas de eletrificação rural, por exemplo, têm sido uma alternativa promissora para levar rapidamente e com custos menores, energia para os seus cooperados. Para isso, apóiam-se na profissionalização oferecendo cursos para seus técnicos e engenheiros, além de investir em um software que visa padronizar o mapeamento dos custos, produtividade, perdas e faturamento, possibilitando controle maior de suas operações.
Mineral
O Cooperativismo mineral garante a disseminação de técnicas mais racionais e atualizadas de exploração, fortalecendo o setor e gerando maiores vantagens pra todos.
Através de regras claras e orientação adequada, as cooperativas minerais têm contribuído para conscientizar os micromineradores sobre a necessidade de preservar o meio ambiente. Trabalhada da forma correta, a extração mineral rende resultados satisfatórios para cooperados e comunidade, sem danos à natureza.Produção
Composto pelas cooperativas dedicadas à produção de um ou mais tipos de bens e mercadorias, sendo os meios de produção propriedade coletiva, através da pessoa jurídica. Para os empregados, cuja empresa entra em falência, a cooperativa de produção geralmente é uma alternativa viável para manter os postos de trabalho. Em outros países, esse ramo está bem desenvolvido, como na Espanha (Mondragon). No Brasil, cada vez mais, os empregados estão descobrindo as vantagens de constituir o próprio negócio, deixando de ser assalariados para tornarem-se donos do seu próprio empreendimento - a cooperativa.
Saúde
Há cerca de 30 anos, as cooperativas de saúde vêm oferecendo condições propícias de trabalho e investindo na capacitação profissional e cooperativista por meio de treinamento e especialização complementar à formação acadêmica.
As Cooperativas de saúde estão subdivididas em quatro áreas básicas: atendimento médico/hospitalar, odontológico, psicológico e, na organização dos usuários. O setor médico/hospitalar possui o maior número de cooperativas.
Com um atendimento rápido e confiável, as cooperativas de saúde são para os usuários sinônimo de qualidade e credibilidade. Para os profissionais ligados a este segmento, a vantagem também é grande, possibilitando condições favoráveis para o exercício da profissão e visando remuneração mais justa à realidade do mercado de trabalho. Isto vem se confirmando com o fortalecimento destas cooperativas, que procuram buscar da melhor maneira possível uma forma de contornar os problemas relacionados a saúde no país.
Trabalho
O Cooperativismo de Trabalho é um dos ramos mais recentes dentro do sistema cooperativista. Nos últimos anos, apresentou um grande crescimento, principalmente em função do alto índice de desemprego que atinge o país.
As Cooperativas de Trabalho atuam em quatro grandes áreas: artesanal, cultural, diversos e transporte. Os profissionais que integram uma cooperativa de trabalho, são ao mesmo tempo sócios do empreendimento e mão-de-obra qualificada, podendo atender diversos setores da economia brasileira. Além disso, as cooperativas possuem relevância social e, consistem na promoção sócio-econômica de seus associados, ao contrário do que fazem as empresas tradicionais de terceirização de mão-de-obra, cuja finalidade é exclusivamente mercantil.
Transporte
Criado pela AGO - Assembléia Geral Ordinária - da OCB, no dia 30 de abril de 2002, é composto pelas cooperativas que atuam no transporte de cargas e passageiros. Até essa data essas cooperativas pertenciam ao Ramo Trabalho, mas pelas suas atividades e pela necessidade urgente de resolver problemas cruciais dessa categoria profissional, suas principais lideranças se reuniram na OCB e reivindicaram a criação de um próprio ramo pelo Conselho de Administração da OCB, reunido, no dia 29 de Abril de 2002 e a aprovação pela AGO da OCB, no dia seguinte.