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Bom Noite, Sexta-feira - 30 de Julho de 2010

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Cooperar Vantagens/Benefícios Princípios Ramos História

Cooperar
 

Cooperar

Uma sociedade de pessoas que se unem voluntariamente para fazer frente às suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais em comum por meio de uma empresa de propriedade conjunta e democraticamente controlada. É com esse princípio que cooperativas são organizadas prezando não apenas resultado econômico, mas também desenvolvimento social, ou seja, melhoria da qualidade de vida. A cultura cooperativista busca, assim, desenvolver a capacidade intelectual das pessoas de forma criativa, inteligente, justa e harmônica, visando melhoria contínua.

Muitos países desenvolvidos descobriram há décadas a função essencial do cooperativismo como instrumento de geração de renda, trabalho e diferencial de aumento de produtividade. Segundo dados da Aliança Cooperativa Internacional (AIC), estima-se que 800 milhões de homens e mulheres são sócios de cooperativas em todo o mundo. Além disso, pelo fato de os negócios cooperativos serem importantes não somente para seus sócios e colaboradores, mas também para seus familiares, o total de pessoas que, direta e indiretamente, têm suas vidas ligadas ao cooperativismo é estimado em 3 bilhões.

No Brasil, o Sistema Cooperativista Brasileiro, consolidado desde 1971 pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), integra hoje cerca de 6,7 milhões de cooperados, ligados a mais de 7,5 mil cooperativas de 13 ramos de atividade econômica. O cooperativismo, a cada dia, passa a ocupar espaço maior no cotidiano dos cidadãos e das empresas. Há cooperativismo na cultura, na produção industrial, no transporte, na agricultura e em todos os ramos que possibilita que os cidadãos façam do seu trabalho a forma de se desenvolverem e criarem melhores condições de vida.

Simbolo do Cooperativismo

 

 

Círculo:
eternidade da vida. Não há princípio nem fim.

Pinheiro:
imortalidade, perseverança e fecundidade.

Verde escuro:
plantas e folhas. O princípio vital da natureza

Amarelo:

o sol, fonte de luz e riqueza.

Os dois pinheiros:
a necessidade de união e cooperação.

 


Vantagens e Benefícios
 

É eficiente porque gera trabalho descentralizando organizações que precisam de profissionais para atividades e por isso concentram melhor em sua atividade;

Apresenta-se como alternativa juridicamente segura e conduz a uma terceirização mais distributiva;

Contribui para a redistribuição e aumento de renda per capta, ao eliminar a intermediação;

Proporciona autonomia de trabalho e dá mais segurança ao trabalhador associado; a cooperativa não se resume a prestar serviços para um único cliente nem foi concebida para reduzir encargos;

Ajuda a diminuir custos operacionais de controle, de administração de pessoal e melhora da qualidade do serviço;

Os associados são coordenados por outros cooperados e possuem autonomia frente aos seus clientes.


Príncipios Cooperativistas
 

Atuais Pricípios do Cooperativismo
Os princípios são as linhas orientadoras da prática cooperativista:

• Adesão Voluntária e Livre

As cooperativas são organizações abertas à participação de todos, independentemente de sexo, raça, classe social, opção política ou religiosa. Para participar, a pessoa deve conhecer e decidir se tem condições de cumprir os acordos estabelecidos pela maioria.

• Gestão Democrática

Os cooperados, reunidos em assembléia, discutem e votam os objetivos e metas do trabalho conjunto, bem como elegem os representantes que irão administrar a sociedade. Cada associado representa um voto, não importando se alguns detenham mais cotas do que outros.

• Participação Econômica dos Membros

Todos contribuem igualmente para a formação do capital da cooperativa, o qual é controlado democraticamente. Se a cooperativa é bem administrada e obtém uma receita maior do as despesas, esses rendimentos serão divididos entre os sócios até o limite do valor da contribuição de cada um. O restante poderá ser destinado para investimentos na própria cooperativa ou para outras aplicações, sempre de acordo com a decisão tomada na assembléia.

• Autonomia e Independência

O funcionamento da empresa é controlado pelos seus sócios, que são os donos do negócio. Qualquer acordo firmado com outras organizações e empresas deve garantir e manter essa condição.

• Educação, Formação e Informação

É objetivo permanente da cooperativa destinar ações e recursos para formar seus associados, capacitando-os para a prática cooperativista e para o uso de equipamentos e técnicas no processo produtivo e comercial. Ao mesmo tempo, buscam informar o público sobre as vantagens da cooperação organizada, estimulando o ensino de cooperativismo nas escolas de 1º e 2º graus.

• Intercooperação

Para o fortalecimento do cooperativismo é importante que haja intercâmbio de informações, produtos e serviços, viabilizando o setor como atividade sócio-econômica. Por outro lado, organizadas em entidades representativas, formadas para contribuir no seu desenvolvimento, determinam avanços e conquistas para o movimento cooperativista nos níveis local e internacional.

• Interesse pela Comunidade

As cooperativas trabalham para o bem-estar de suas comunidades, através da execução de programas sócio-culturais, realizados em parceria com o governo e outras entidades civis.

Fontes: OCB e OCESP


Ramos do Cooperativismo
 

Agropecuário

As Cooperativas agropecuárias, que reúnem milhares de agricultores em todo o país, acompanham a evolução deste promissor setor que alavanca a economia. Com contingente superior a um milhão de agropecuaristas, as cooperativas agrícolas brasileiras são responsáveis por boa parte da produção nacional de trigo, leite, carne, mel, hortifrutigranjeiros, milho, soja e derivados.

Para garantir o desenvolvimento e aumentar a produção, as cooperativas agrícolas investem em centros de pesquisa e experimentação.

Consumo

As Cooperativas de Consumo estão relacionadas à compra em comum de artigos de consumo para seus associados. Ao longo da década de 90, o número de cooperativas deste segmento registradas no Sistema OCB, ficou estável, o que demonstra o grande esforço realizado para manter os espaços conquistados no mercado e competir com as grandes redes e de super e hipermercados.

Visando a integração com outros ramos, o cooperativismo de consumo tem feito a sua parte, convocando assembléias, realizando estudos e promovendo encontros no intuito de ocupar o seu espaço no novo milênio.

Crédito

As cooperativas de crédito estão fortalecidas dentro do sistema financeiro. Os bancos cooperativos passaram por um processo de consolidação, quando desde a criação e regulamentação do Brasicredi, em 1996, e a autorização para o funcionamento do Bancoob pelo Banco Central, em 1997. Assim, ficou estabelecido, efetivamente, um sistema de crédito exclusivo do cooperativismo, fazendo com que este segmento desse um grande salto para o desenvolvimento.

A primeira cooperativa de crédito do Brasil ainda em funcionamento surgiu em 1902. A partir daí, este segmento se desenvolveu muito passando por vários obstáculos e, chegou à década de 90, com uma forte credibilidade, mantendo-se estável e conquistando seu espaço dentro do mercado financeiro.

A procura dos serviços prestados pelas cooperativas de crédito vem aumentando significativamente, principalmente pelo fato de oferecerem taxas de juros e custos de serviços sensivelmente mais baixos, enquanto os bancos comerciais têm pautado sua ação pela seletividade e exclusão da clientela de menor poder aquisitivo.

O Cooperativismo de crédito tem como princípio básico a concessão de empréstimos individuais baseados em poupança coletiva, na promoção, na educação econômica e financeira dos seus cooperados e no estabelecimento da poupança sistemática, chegando atualmente a prestação de serviços bancários completos.

Além disso, os recursos captados pelas cooperativas de crédito são aplicados no seu local de origem, aumentando a produção.

Educacional

Este ramo cooperativista reflete bem a realidade do ensino brasileiro, pois como as instituições tradicionais não atendem às necessidades básicas da população, ou seja, qualidade educacional com um preço justo. As cooperativas educacionais, por serem instituições não lucrativas, passaram a constituir uma alternativa para a solução do problema do ensino no país.

Além de cobrar mensalidades mais baixas, as cooperativas permitem que os pais participem de forma mais efetiva da vida escolar de seus filhos. Tendo um contato direto com os professores, os pais ainda têm a oportunidade de participar de um conselho pedagógico ligado à diretoria da cooperativa e ao lado docente.

Dada a força que o cooperativismo educacional tem na sociedade e principalmente dentro das comunidades, o reconhecimento deste movimento se expressa por meio de várias iniciativas de sucesso espalhadas pelo Brasil.

Especial

Lei nº 9.867, de 10 de Novembro de 1999, criou a possibilidade de se constituírem cooperativas "sociais" para a organização e gestão de serviços sociosanitáriose educativos mediante atividades agrícolas, industriais, comerciais e de serviços, contemplando as seguintes pessoas: deficientes físicos, sensoriais, psíquicos e mentais, dependentes de acompanhamento psiquiátrico permanente, dependentes químicos, pessoas egressas de prisões, os condenados a penas alternativas à detenção e os adolescentes em idade adequada ao trabalho e situação familiar difícil do ponto de vista econômico, social ou afetivo. Essas cooperativas organizam o seu trabalho, especialmente no que diz respeito às dificuldades gerais e individuais das pessoas em desvantagem, e desenvolvem e executam programas especiais de treinamento, com o objetivo de aumentar-lhes a produtividade e a independência econômica e social. A condição de pessoa em desvantagem pode ser atestada por documentação proveninete de órgão da administração pública, ressalvando-se o direito à privacidade. O Estatuto da Cooperativa Social poderá prever uma ou mais categorias de sócios voluntários, que lhe prestem serviços gratuitamente, e não estejam incluídos na definição de pessoas em desvantagem. Nesse ramo também estão as Cooperativas constituídas por pessoas de menor idade ou por pessoas incapazes de assumir plenamente suas responsabilidades como cidadão.

Turismo e Lazer

Criado pela AGO da OCB, no dia 28 de Abril/2000, é composto por cooperativas que atuam no setor de turismo e lazer. Este ramo está surgindo com boas perspectivas de crescimento, pois todos os estados brasileiros têm potencial fantástico para o turismo cooperativo, que visa organizar as comunidades para disponibilizarem seu potencial turístico, hospendando os turistas e prestando-lhes toda ordem de serviços, e simultaneamente organizar os turistas para usufruírem desse novo paradigma de turismo, mais barato, mais educativo e mais prazeroso. É um ramo ainda em fase de organização. O ramo do turismo e lazer dispõe de projetos conceitual e operacional, a ser implantado em três fases: no Brasil, na América latina, e nos demais países, com o respaldo da OCB, da OCA e da ACI. As cooperativas de turismo e lazer podem contribuir significativamente para a geração de oportunidades de trabalho, distribuição da renda, preservação do meio ambiente e para o resgate da cidadania em plenitude, desenvolvendo a consciência ativa da cidadania planetária.

Habitacional

Para milhões de brasileiros o sonho da casa própria ainda está muito longe de ser realizado. A aquisição de um imóvel residencial ainda é muito difícil para a maioria da população. A maior dificuldade encontrada, principalmente para as classes de média e baixa rendas, são juros muito altos, dificultando o financiamento do imóvel pelas linhas de crédito existentes.

Com o objetivo de solucionar problema o problema, as cooperativas habitacionais vêm procurando utilizar o autofinanciamento para proporcionar o tão almejado sonho da casa própria a milhares de famílias em todo o País.

Infra-estrutura

As cooperativas que prestam serviços de eletrificação, saneamento e telecomunicações, tentam atender da melhor maneira possível uma grande parcela da população que vive isolada e excluída dos serviços de infra-estrutura. As cooperativas de eletrificação rural, por exemplo, têm sido uma alternativa promissora para levar rapidamente e com custos menores, energia para os seus cooperados. Para isso, apóiam-se na profissionalização oferecendo cursos para seus técnicos e engenheiros, além de investir em um software que visa padronizar o mapeamento dos custos, produtividade, perdas e faturamento, possibilitando controle maior de suas operações.

Mineral

O Cooperativismo mineral garante a disseminação de técnicas mais racionais e atualizadas de exploração, fortalecendo o setor e gerando maiores vantagens pra todos.

Através de regras claras e orientação adequada, as cooperativas minerais têm contribuído para conscientizar os micromineradores sobre a necessidade de preservar o meio ambiente. Trabalhada da forma correta, a extração mineral rende resultados satisfatórios para cooperados e comunidade, sem danos à natureza.Produção

Composto pelas cooperativas dedicadas à produção de um ou mais tipos de bens e mercadorias, sendo os meios de produção propriedade coletiva, através da pessoa jurídica. Para os empregados, cuja empresa entra em falência, a cooperativa de produção geralmente é uma alternativa viável para manter os postos de trabalho. Em outros países, esse ramo está bem desenvolvido, como na Espanha (Mondragon). No Brasil, cada vez mais, os empregados estão descobrindo as vantagens de constituir o próprio negócio, deixando de ser assalariados para tornarem-se donos do seu próprio empreendimento - a cooperativa.

Saúde
Há cerca de 30 anos, as cooperativas de saúde vêm oferecendo condições propícias de trabalho e investindo na capacitação profissional e cooperativista por meio de treinamento e especialização complementar à formação acadêmica.

As Cooperativas de saúde estão subdivididas em quatro áreas básicas: atendimento médico/hospitalar, odontológico, psicológico e, na organização dos usuários. O setor médico/hospitalar possui o maior número de cooperativas.

Com um atendimento rápido e confiável, as cooperativas de saúde são para os usuários sinônimo de qualidade e credibilidade. Para os profissionais ligados a este segmento, a vantagem também é grande, possibilitando condições favoráveis para o exercício da profissão e visando remuneração mais justa à realidade do mercado de trabalho. Isto vem se confirmando com o fortalecimento destas cooperativas, que procuram buscar da melhor maneira possível uma forma de contornar os problemas relacionados a saúde no país.

Trabalho

O Cooperativismo de Trabalho é um dos ramos mais recentes dentro do sistema cooperativista. Nos últimos anos, apresentou um grande crescimento, principalmente em função do alto índice de desemprego que atinge o país.

As Cooperativas de Trabalho atuam em quatro grandes áreas: artesanal, cultural, diversos e transporte. Os profissionais que integram uma cooperativa de trabalho, são ao mesmo tempo sócios do empreendimento e mão-de-obra qualificada, podendo atender diversos setores da economia brasileira. Além disso, as cooperativas possuem relevância social e, consistem na promoção sócio-econômica de seus associados, ao contrário do que fazem as empresas tradicionais de terceirização de mão-de-obra, cuja finalidade é exclusivamente mercantil.

Transporte

Criado pela AGO - Assembléia Geral Ordinária - da OCB, no dia 30 de abril de 2002, é composto pelas cooperativas que atuam no transporte de cargas e passageiros. Até essa data essas cooperativas pertenciam ao Ramo Trabalho, mas pelas suas atividades e pela necessidade urgente de resolver problemas cruciais dessa categoria profissional, suas principais lideranças se reuniram na OCB e reivindicaram a criação de um próprio ramo pelo Conselho de Administração da OCB, reunido, no dia 29 de Abril de 2002 e a aprovação pela AGO da OCB, no dia seguinte.


História do Cooperativismo
 

Desde a pré-história até o início de nosso século encontramos diversas formas de associações de pessoas. Isso demonstra que a cooperação tem sido uma constante no ser humano, através dos tempos.

Os homens vêm trabalhando em conjunto desde os tempos primitivos, na colheita, na caça, na pesca, na habitação e na produção de bens.

O cooperativismo é encontrado desde a antiguidade, quando os homens já demonstravam a tendência de viver em grupos para defenderem os interesses comuns.

Na Babilônia, no Egito e na Grécia já existiam formas de cooperação nos campos de trigo e no artesanato.

No século XV, quando do descobrimento da América, foram constatadas formas bem definidas de cooperação nas civilizações  Asteca, Maia e Inca, onde viviam em regime de verdadeira ajuda mútua. 

COOPERATIVISMO MODERNO 

O Cooperativismo Moderno surgiu junto com a Revolução Industrial (surgimento das máquinas a vapor), como forma de amenizar os traumas econômicos e sociais que assolavam a classe de trabalhadores com suas mudanças e transformações.  

O cooperativismo moderno nasceu na primeira fase da Revolução Industrial (1760-1850).  Durante décadas, na Inglaterra e na França, foram organizadas diversas sociedades com características de cooperativas. Esses movimentos de cooperação foram conduzidos por idealistas, como Robert Owen, Louis Blanc, Charles Fourier, entre outros, que defendiam propostas baseadas nas idéias de ajuda mútua, igualdade, associativismo e auto-gestão. 

Considerados por muitos os precursores do cooperativismo, estes pensadores socialistas começaram a estudar as formas de organização das civilizações antigas, até que descobriram a cooperação como instrumento de organização social. Com isto começaram a divulgar idéias e experiências destinadas a modificar o comportamento da sociedade. 

O processo de industrialização, na sua primeira etapa, fez com que os artesãos e trabalhadores rurais migrassem para as grandes cidades, atraídos pelas fábricas em busca de melhores condições de vida.  Essa migração fez com que houvesse excesso de mão-de-obra, resultando na exploração do trabalhador de forma abusiva e desumana. Ao serem prejudicados pelo novo modelo industrial que substituiu o trabalho artesanal, 28 tecelões do bairro de Rochdale, em Manchester, na Inglaterra,  decidiram pela criação de uma sociedade de consumo, baseada no cooperativismo puro.  Em 21 de dezembro de 1844, fundaram a “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”. Estes tecelões fundaram um armazém comunitário, com um capital inicial de 28 libras, representando uma libra que cada um do grupo havia economizado. Assim nasceu a  primeira cooperativa de consumo da história.  

Dispondo de pequenos estoques de farinha, açúcar e aveia, este   modesto estabelecimento, administrado pelos seus próprios fundadores, foi alvo de deboche dos tradicionais comerciantes da cidade. Porém, despertou a atenção dos consumidores locais e principalmente das classes trabalhadoras, pela considerável prosperidade. O que aparentemente parecia apenas um armazém, idealizado para oferecer aos seus associados artigos de primeira necessidade, transformou-se na semente do movimento cooperativista. 

Os tecelões aperfeiçoaram o sistema e desenvolveram um conjunto de princípios, conhecidos mais tarde como “Princípios Básicos do Cooperativismo”, adotados posteriormente por cooperativas surgidas em diversos paises do mundo. Com o tempo, ocorreram algumas modificações, contudo sua essência se manteve: adesão livre e voluntária, gestão democrática pelos cooperados, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação, informação, intercooperação e interesse pela comunidade. 

ORIGEM DO COOPERATIVISMO NO BRASIL 

Por volta de 1610, quando foram fundados no Brasil as primeiras Reduções Jesuíticas, houve as primeiras tentativas da criação de um Estado em que prevalecesse a ajuda mútua. Incentivada pelos padres jesuítas e baseada no principio do auxílio mútuo (mutirão), esta prática, encontrada entre os indígenas brasileiros e em quase todos os povos primitivos, desde os primeiros tempos da humanidade, vigorou por cerca de 150 anos.

Porém, é em 1847 que situamos o início do movimento cooperativista no Brasil, quando diversas sociedades foram fundadas com esse espírito. 

O ESPÍRITO COOPERATIVISTA 

Segundo a Lei 5.764/71, celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro. As cooperativas são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados. 

A possibilidade da existência do cooperativismo não pode estar fundamentada apenas na existência da instituição chamada cooperativa, mas sim na existência intrínseca do espírito cooperativista. Podemos cair num grande erro ao tentar criar a instituição para depois desenvolver o espírito. 

Além do compromisso de criar a cooperativa tem que haver o compromisso de transformar as relações que hoje são individualistas em cooperativistas. Não basta conhecer e discursar acerca do ideal do cooperativismo. Os membros da cooperativa devem estar imbuídos do espírito cooperativista, ou seja, devem estar dispostos a construir uma sociedade melhor, baseada em valores nobres de ajuda mútua, solidariedade, igualdade de direitos e deveres, responsabilidade e compromisso.  

Neste instante, onde as pessoas buscam uma saída, uma luz no final do túnel, uma nova consciência se forma no planeta.

E aí, o cooperativismo se apresenta como uma alternativa econômica,  com fins sociais e humanitários. As cooperativas oferecem oportunidades para que cada ser humano possa  mudar a própria vida e em conseqüência, o cenário econômico e social do mundo. As sociedades cooperativas serão as sociedades do 3o. milênio.     

Nesta longa caminhada, por milhares de anos, o ser humano começa a perceber  que não é possível ser feliz sozinho. Temos que nos ajudar mutuamente. 

Os valores, de ajuda mútua, solidariedade e participação democrática cultivados pelos tecelões ingleses são tão fundamentais que, mesmo passados mais de 150 anos, permanecem como cerne desse movimento que se expandiu pelo mundo através dos tempos e em diferentes campos da atividade humana. 

O cooperativismo é prioridade para o Governo Federal. O presidente Lula afirma que espera que o Brasil se transforme em um “país cooperativista”, e a primeira ação concreta em direção a isso foi a assinatura do decreto presidencial que cria o Plano Brasil Cooperativo. O plano estabelece uma política nacional de incentivo ao cooperativismo. Mas só isto não basta. A cooperativa é uma organiza ção de pessoas e não de capital. É preciso a união de forças em torno deste ideal. É preciso a participação ativa da sociedade. 

É preciso que o espírito cooperativista esteja presente em cada um de nós, para um Brasil melhor, para uma humanidade melhor.